Relatório de Sinistralidade Rodoviária da D.G.V. revela pormenores interessantes.
A maior parte dos acidentes acontece durante o dia, mas os mais graves, aqueles de que resultam mais mortos, acontecem ao nascer ou ao pôr-do-sol. Em 2005, durante o dia, foram registados mais de 25 mil sinistros que acabaram por tirar a vida a 589 pessoas, segundo o
s dados do relatório anual de sinistralidade rodoviária da Direcção-Geral de Viação (DGV), relativo a
Durante a noite, no mesmo ano, houve 14 mil acidentes que fizeram 448 mortos, segundo os dados estatísticos do mesmo documento.
Apesar de ocorrem mais acidentes nos horários diurno e nocturno é quando ocorrem as mudanças de luz que a gravidade dos acidentes é maior. Ao nascer e ao fim do dia foram registados 1057 acidentes que fizeram 55 mortos, mais três do que no ano passado. É mais perigoso guiar ao nascer e ao pôr do sol do que sem luz.
Ainda assim, a noite é também muito perigosa. Em 2005, o intervalo horário com acidentes mais graves foi entre as 3 e as 6 horas da madrugada.
As horas com mais acidentes são as da tarde. Das 15h às 18h deram-se 7306 acidentes com vítimas, em 2005. Mas não foi neste período que se registaram mais vítimas mortais, mas sim nas três horas seguintes: das 18h às 21h. Neste período 226 automobilistas perderam a vida e 732 pessoas ficaram gravemente feridas.
Grande parte dos acidentes ocorre quando as condições atmosféricas são fav
oráveis ao pé pesado no acelerador. No total, em 2005, mais de 31 mil acidentes ocorreram com o «sol a brilhar». Estes são também mais graves do que aqueles que ocorrem com a chuva que, em 2005, terá estado na origem de pouco mais de cinco mil sinistros.
No entanto é o granizo, a neve, o nevoeiro, as nuvens de fumo e o vento forte que provocam os piores acidentes. Em 2005, ocorreram 515 sinistros com estas condições, de onde resultaram 23 mortos. Por sua vez, a chuva terá sido responsável pela morte de 113 automobilistas.
(Fonte : D.G.V. e Portugal diário)
Sem comentários:
Enviar um comentário