


A passada segunda-feira foi trabalhosa para os Soldados da Paz da cidade de Foz Côa. Ao inicio da noite, uma ignição na freguesia do Aveloso, concelho de Mêda, mobilizou dezenas de bombeiros de diversos pontos dos distritos de Guarda e Viseu por mais de 24 horas em operações de combate, rescaldo e vigilância. As dificuldades de aceder á frente de incêndio, alienado ao denso mato e floresta, foram os principais entraves á progressão dos Bombeiros e um dos motivos pela morosidade do trabalho. Só ao raiar do dia e com o auxilio de um helicóptero ligeiro em acção de primeira intervenção foi possível por cobro ás teimosas labaredas, mantendo todo o dispositivo durante o período critico em acções de rescaldo e vigilância.
Enquanto a equipa de combate a incêndios se desdobra em esforços no incêndio do Aveloso, concelho de Mêda, na freguesia de Muxagata, concelho de Foz Côa, um septuagenário, natural e residente nesta freguesia, sofreu um aparatoso mas violento acidente de tractor, ficando em estado considerado grave.
Os bombeiros, accionados para o local pelo CODU via 112, efectuaram as normais imobilizações e consequente transporte para o SUB da cidade.
Após observação médica e estabilização da vítima, acabou mesmo por ser encaminhado para a unidade de ortopedia do hospital distrital da Guarda.
Na passada terça-feira, durante a tarde, a única Equipa permanente de Combate a incêndios dos Bombeiros de Foz Côa foi accionada para a freguesia de Almofala, Concelho de figueira de Castelo Rodrigo, para auxiliar o corpo de Bombeiros local, únicos no teatro de operações, no combate a um violento incêndio florestal que irrompera entretanto. Em zona protegida do Parque Natural do Douro Internacional, os 12 Bombeiros destacados para o local desdobraram-se em esforços para extinguir as labaredas que consumiam a seu bel-prazer uma vasta área de pinhal e carvalhos. Algumas horas depois o esforço foi compensado e pode finalmente respirar-se de um alívio carregado de impudência, fruto dos incêndios que nos arredores aguardavam em lista de espera Bombeiros para os travarem.
Após um procedimento de logística, que apesar de ser fora de horas è sempre refastelador, a mesma equipa foi encaminhada para Louzelos e Bizarril, freguesias do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, onde incêndios de grandes proporções aguardavam por Bombeiros à horas. Adivinhava-se um combate difícil e moroso, numa zona de muito difícil acesso e com uma vasta área de mato, mas o mais evidente foi mesmo a descoordenação de meios e a falta de comando eficaz, ao ponto dos soldados da paz passaram de homens de combate a Comandantes de operações de socorro conforme os interesses. No final destes incêndios, que duraram mais de 30 horas, o único momento de pausa foi uma refeição quente que ajudou estes bravos a recomporem o corpo e a mente para uma nova luta que entretanto nascera
Enquanto este triste cenário se desenvolvia no Concelho vizinho, onde os exaustos homens da terra apenas tinham o auxilio dos Bombeiros de Foz Côa e Famalicão da Serra, ajudados esporadicamente por uma equipa de Pinhel, na freguesia de Touca, Concelho de Foz Côa, um incêndio em zona fortemente arborizada rapidamente tomou proporções desmedidas, muito por culpa do vento, mas também pela falta de meios humanos e materiais. A equipa de Combate a Incêndios de Foz Côa, a operar em Figueira de Castelo Rodrigo à mais de 48 horas foi impedida de desmobilizar para combater um incêndio na sua área de actuação própria, obrigando o corpo de bombeiros a desdobrar-se em esforços e a enviar um numero elevado de voluntários que, apesar de limitados pois todos têm as suas vidas profissionais, deram o seu melhor e ao raiar do dia o incêndio entrava em fase de rescaldo, não evitando contudo a destruição de mais de uma centena de hectares de mato, eucalipto e culturas agrícolas.
82 Horas de combate depois, a Equipa de Combate a Incêndios de Foz Côa regressou finalmente a casa.
Durante o Combate a 5 incêndios florestais não foi avistado uma única vez um meio aéreo, um reforço, uma entidade, um apoio de qualquer género… Sempre os mesmos bravos, sempre a mesma alma… Afinal, quando em Maio se anuncia com pompa e circunstância um contingente que roça a ideia de exagerado, isso não passa de um mau trabalho de Photoshop que não chega sequer para um distrito, quanto mais para um País…Afinal, não è assim tão fácil.
Na passada Quarta feira, na freguesia da Touça, Concelho de Foz Côa, um sexagenário trabalhador na Construção Civil caiu de uma altura considerável, ficando gravemente ferido.
Após alerta efectuado para o CODU via 112, os Bombeiros de Foz Côa foram accionados para o local onde procederam à imobilização e estabilização da vitima, transportando-a de seguida para o campo de futebol da freguesia de Freixo de Numão, local onde aterrou o helicóptero do INEM que acabou por efectuar a transferência da vitima para a unidade distrital de saúde, situada no Hospital Sousa Martins.
Os Concelhos da raia foram invadidos, nos últimos dias, por incêndios florestais que têm provocado um “nevoeiro” sobre a cidade e freguesias do município de Foz Côa, o que já levou a população e os próprios vigilantes florestais á indução em erro, obrigando por diversas vezes á saída da equipa de combate a incêndios dos voluntários de Foz Côa.
Apesar de todo o fumo que envolve todo o território, apenas se registou uma ignição no Concelho de Foz Côa, na passada quarta-feira, junto do principal acesso á cidade, em zona povoada. Este incêndio, de origem desconhecida, aparece numa das áreas mais preocupantes e de maior risco existente no concelho, situada na zona oeste da cidade, onde habitações, floresta a mato convivem paredes-meias. A rápida intervenção dos Bombeiros que foram imediatamente apoiados pelo hotel 24, (helicóptero de ataque inicial que se encontra estacionado na cidade de Mêda, tripulado pelos elementos da F.E.B; Força Especial de Bombeiros), foram fundamentais para limitar as labaredas a uma pequena área. Apesar do susto e do aparato, fica o sério aviso para uma situação que vem sendo preocupante á vários anos, estando neste momento catalogada como um verdadeiro barril de pólvora.
O passado Domingo foi bastante trabalhoso para os Bombeiros de Foz Côa, pois 2 incêndios de dimensões razoáveis preencheram o dia e a madrugada de segunda-feira.
Á semelhança do que se havia verificado no ano anterior, Domingo é o dia de eleição para a deflagração de incêndios florestais, talvez devido ao abandono dos campos agrícolas por imposição do dia de descanso ou por outros motivos ainda não descortinados, mas o que é certo é um facto constatado e o passado domingo não fugiu á regra.
Durante a tarde, na freguesia de Coriscada, Concelho de Mêda, uma violenta ignição em área florestal mobilizou varias dezenas de Bombeiros que, apoiados por diversos meios aéreos foi a solução encontrada para debelar as chamas.
Ainda se vivia a ressaca da ocorrência da Coriscada quando surgem 2 focos de incêndio na freguesia de Freixo de Numão, no lugar de Ferreira, próximo da área protegida de “Escorna Bois”.
Após 4 horas de combate efectuado por 42 Bombeiros, o incêndio foi dado como dominado, rompendo até á aurora as acções de vigilância activa, não se registando até ao momento reactivações.




Na passada terça-feira, pouco depois das 22 horas, enquanto se efectuava o rescaldo do jogo da selecção nacional, um adepto pouco satisfeito com a prestação portuguesa ou talvez não, resolveu atear diversos focos de incêndio próximo da freguesia de Cedovim, numa zona de mato anualmente fustigada por este flagelo. A rápida intervenção de populares atentos e dos Bombeiros foram fulcrais para debelar as ignições, evitando dessa forma consequências bem mais trágicas.
Ontem, quarta-feira, durante a tarde e debaixo de uns tórridos 39 graus, um incêndio na freguesia de Almendra foi rapidamente extinto pelos Bombeiros de Foz Côa e Figueira de Castelo Rodrigo, limitando a área ardida a pouco menos de meio hectare.