De acordo com a pre
visão do Instituto de Meteorologia, o território de Portugal Continental irá sofrer a influência da passagem de duas superfícies frontais, uma centrada a Norte sobre as Ilhas Britânicas e outra a Sul do arquipélago dos Açores, que darão origem a episódios de forte instabilidade, em especial a depressão de Sul pela humidade que lhe está associada.
Assim, prevê-se a partir de hoje, 18 de Novembro e
até amanhã, 19 de Novembro:
§ Durante a noite de 18 de Novembro, precipitação fraca a moderada em especial no Norte do país;
§ Manhã de 19 de Novembro, intensificação da precipitação em especial nas regiões do Minho Litoral, Estremadura, Beira Litoral, Beira Interior e Alto Alentejo (com valores de precipitação acumulada em 6 H que poderão exceder os 30 mm);
§ Tarde de 19 de Novembro, continuação de precipitação forte em especial na região da Beira Interior e Alto Alentejo;
§ Vento soprando moderado de sudoeste, tornando-se forte (até 50 km/h) no litoral a sul do Cabo Carvoeiro, a partir da tarde;
§ Previsão de ocorrência de vento forte a muito forte até (65 km/h) com rajadas da ordem dos 90 km/h., as terras altas;
§ Possibilidade de queda de neve nas terras altas.
Neste contexto são previsíveis as seguintes ocorrências:
§ Inundações em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
§ Danos em estruturas montadas ou suspensas;
§ Aumento do número de acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou ao arrastamento de materiais sólidos para a via;
§ Curto-Circuitos em casas antigas;
§ Queda de árvores.
O Comando Nacional de Operações de Socorro da ANPC activou o Estado de Alerta Especial, nível AZUL, de 19 até 21 de Novembro.
Recomenda-se à população especial atenção e a tomada das seguintes medidas de precaução:
§ Aos avisos e recomendações das autoridades competentes, mantendo-se atento á situação;
§ À desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes que possam ser arrastados;
§ À limpeza dos bueiros, algerozes, caleiras e respectivos sistemas de escoamento;
§ Ao fecho de portas e janelas assim como á arrumação de equipamento solto, caixotes de lixo ou outros objectos, em virtude de vento mais forte;
§ À possível formação de lençóis de água nas vias, aumentando o perigo de acidente rodoviário.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil, através do seu Comando Nacional de Operações de Socorro, continuará a acompanhar permanentemente a situação em estreita colaboração com o Instituto de Meteorologia e o Instituto da Água, difundindo os comunicados que se julguem necessários.