sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mantenha a casa quente sem usar aquecedores

Se tem vontade de reduzir as emissões de CO2, ou apenas a conta da electricidade, siga as dicas que se seguem para manter a sua casa mais quente antes mesmo de ter de recorrer aos aquecedores.

Feche todas as janelas correctamente
As janelas devem ser trancadas, para evitar realmente que o frio entre na casa. Durante o dia pode abri-las, caso a temperatura exterior seja mais alta do que a interior.

Use cortinas de chuveiro claras nas janelas que recebem luz solar
Isto fará com que o calor do sol aqueça a casa, afastando o ar frio e não o deixando entrar. Também pode cobrir as janelas com folhas de plástico transparente e torná-lo hermético.
 
Coloque cortinas
Um conjunto de cortinas pesadas nas janelas também pode bloquear as correntes de ar fortes. Opte por abri-las quando o sol esteja a brilhar e feche-as quando ele não esteja por perto.

Sele as portas
Confira se a porta está bem selada à volta da ombreira e também por baixo. Pode comprar um isolador de portas, para o revestimento em torno desta, ou um “chouriço” para a parte inferior. Em último caso, improvise, encha uma toalha e coloque-a ao fundo.

Deixe bater a maior quantidade possível de sol na casa
Verifique se não há obstáculos, como plantas ou objectos exteriores, que possam impedir os raios de sol de incidirem sobre a casa. O ideal será colocá-los de volta nos seus lugares à noite para que nessa altura sirvam de isolamento adicional.

Feche as divisões que não são utilizadas
As portas fechadas fazem da divisão uma barreira entre si e as zonas de ar frio. Isto também evita que o ar circule tanto, o que reduz a perda de calor.

Coloque tapetes ou carpetes
Os tapetes e as carpetes ajudam a prevenir a perda de calor através do chão. Geralmente são mais quentes ao toque do que a madeira ou o azulejo, oferecendo assim uma superfície aquecida onde caminhar.

Isole o sótão
Uma grande quantidade de calor da casa escapa através do sótão, à medida que o ar quente sobe e o frio desce. Certifique-se de que o seu sótão está isolado o suficiente.

Use o forno
O vapor dos cozinhados eleva o nível de humanidade na casa, tornando o ar mais denso, o que obriga a mais energia para aquecer o ar húmido. Controle então os cozinhados que emitem vapor, pois eles vão fazer aumentar a humidade no ar e tornar a casa mais húmida. Ao invés disso, faça bolos, por exemplo – o forno vai ajudar a secar o ar e a aquecer a cozinha.

Acenda velas
As velas produzem uma grande quantidade de calor. Esteja apenas atento ao sítio onde as coloca e não as deixe abandonadas. No supermercado ou em qualquer loja local facilmente consegue encontrar velas de forma barata.

Use um desumidificador
Os desumidificadores servem para remover a humidade do ar, sem especificamente aquecer ou arrefecer o ambiente. Usando este aparelho, as divisões da casa ficarão menos húmidas, um pouco mais quentes e, logo, mais confortáveis.

in:greensavers
por:FIRESHELTER52
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Temperaturas baixas vão manter-se

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) adiantou este domingo que os próximos dias serão de céu pouco nublado, mas com as temperaturas baixas a manterem-se, pelo menos, até dia 28 de novembro.
«Nos próximos dias prevê-se céu geralmente limpo, vento de nordeste fraco a moderado, soprando com mais intensidade nas terras altas, com rajadas que podem atingir os 70 quilómetros por hora», disse à Lusa a meteorologista Madalena Rodrigues.
Por outro lado, adiantou que «prevê-se acentuado arrefecimento noturno com formação de geada em especial nas zonas do interior».
Segundo a meteorologista Madalena Rodrigues, esse arrefecimento poderá provocar nas zonas do interior norte e centro temperaturas mínimas entre os dois graus negativos e os três graus negativos.
A mesma acrescentou que são temperaturas normais para esta altura do ano.
Quanto à possibilidade de aguaceiros, Madalena Rodrigues adiantou que as previsões apontam para a possibilidade de chuva no Algarve no dia 28 de novembro, mas acrescentou que ainda falta algum tempo e que esse será um dado para acompanhar, refere a Lusa.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Afinal, quanto custa equipar 1 Bombeiro


Afinal, quanto custa equipar um Bombeiro?

Sabe-se que um Corpo de Bombeiros não é constituído por 1 individuo, pois segundo o legislado, 1 Bombeiro é apenas 1 membro de uma unidade operacional tecnicamente organizada, preparada e equipada para cumprir diversas missões, tais como:
"a protecção de vidas humanas e bens em perigo, mediante a prevenção e extinção de incêndios, o socorro
de feridos, doentes ou náufragos, e a prestação de outros serviços previstos nos regulamentos internos e demais legislação aplicável" - DL nº 241/2007 ART. 2.

Como é evidente, 1 Bombeiro não vai realizar uma missão de socorro a feridos equipado da mesma forma que vai combater um incêndio urbano, ou realizar manobras de salvamento e desencarceramento. Como também é expectável, esse mesmo indivíduo não pode ir combater um incêndio florestal com o equipamento de incêndios urbanos e/ou de socorro a feridos. 

Não querendo entrar em pormenores de custos formativos, sustentabilidade financeira de operacionais profissionais como mínimo exigido, custos de despesas correntes dos quarteis e de despesas/danos com viaturas - unicamente operacionais, relegando para segundo plano as Ambulâncias de Transporte de Doentes, vejamos então quanto custa equipar 1 operacional: 

Para missões de Incêndios Urbanos e Industriais/Desencarceramento: 1550 € por Bombeiro;

Para Missões de Incêndios Florestais:875 € por Bombeiro;

Para Reuniões/Representações/Cerimónias: 267 € Por Bombeiro.

Neste lote não foi incluído o equipamento de trabalho, operacionalmente denominado de "Farda N.º 3", toda ela composta de algodão e que serve essencialmente como fardamento de presença no Quartel e para missões de socorro a feridos/transporte de doentes, com um custo aprox. de 150 €.    

Sendo assim e com números apresentados, cada operacional tem um custo, SÓ em EQUIPAMENTO, para realizar missões de alto nível, de alto risco e de forma gratuita, o valor de: 2692 €.

Atendendo a uma Unidade Operacional com 50 elementos, média de Bombeiros verificada no interior Norte, existem custos na ordem dos  134600 €... 

Afinal, vistas as coisas por este prisma, dá para reflectir e muito...

membro de uma unidade operacional tecnicamente organizada, preparada e equipada para cumprir diversas missões: combate e extinção de incêndios, operações de salvamento, etc.

bombeiro In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-11-21].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/bombeiro;jsessionid=fhzaWo8pevxqY+gxwzIsoA__


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terça-feira, 19 de novembro de 2013

A intoxicação por monóxido de carbono ocorre após a inalação suficiente de monóxido de carbono (CO). Este gás tóxico é incolor, inodoro, insípido e de início não irritante, sendo por isso muito difícil às pessoas detectarem a sua presença.
O monóxido de carbono é um produto da combustão incompleta de matéria orgânica devido à falta de fornecimento de oxigénio para permitir uma completa oxidação para dióxido de carbono (CO2). Ocorre tanto em ambiente doméstico como industrial devido a motores antigos e outros mecanismos de combustão, aquecedores e equipamento de cozinha. A exposição a valores iguais ou superiores a 100 ppm (partículas por milhão) pode colocar em risco a vida humana.
Os sintomas de uma ligeira intoxicação por monóxido de carbono incluem desmaio, sensação de confusão, cefaleia, vertigens e outros similares aos da gripe. As longas exposições podem conduzir a uma toxicidade grave no sistema nervoso central e no coração, e mesmo à morte. Na sequência de uma intoxicação aguda, as sequelas são quase sempre permanentes. O monóxido de carbono pode ter efeitos graves no feto quando inalado pelas grávidas. A exposição crónica a baixos níveis de monóxido de carbono pode conduzir à depressão nervosa, confusão e perda da memória. O monóxido de carbono tem sobretudo efeitos negativos nas pessoas ao combinar-se com a hemoglobina para formar carboxihemoglobina (HbCO) no sangue, o que evita a ligação do oxigénio à hemoglobina pela redução da capacidade de transporte de oxigénio pelo sangue. O efeito grave que tal provoca é a hipóxia, e, além disso, supõe-se que a mioglobina e o citocromo c oxidase mitocondrial sejam fortemente afetados. A carboxihemoglobina pode tornar-se de novo em hemoglobina, mas tal processo demora porque o complexo HbCO é bastante estável.
O tratamento de intoxicações por monóxido de carbono consiste sobretudo na administração terapêutica de oxigénio puro ou oxigénio hiperbárico, embora o tratamento ideal não seja consensual.
 O oxigénio age como um antídoto já que aumenta a remoção de monóxido de carbono na hemoglobina, mas também fornece ao corpo níveis normais de oxigénio. A intoxicação por monóxido de carbono pode ser evitada pela adequada ventilação do ambiente e recorrendo-se a um detetor de monóxido de carbono para níveis  de risco.
As intoxicações por monóxido de carbono constituem um dos mais comuns tipos de envenenamento fatal em vários países. Têm sido usadas como método de suicídio, normalmente pela inalação propositada dos fumos de queima de lareiras ou fogões, ou fumos de escape de gases da combustão em motores de veículos automóveis.
Os automóveis recentes, mesmo com combustão controlada eletronicamente e dispondo de conversores catalíticos, podem ainda assim produzir níveis de monóxido de carbono potencialmente fatais se a vítima estiver numa garagem ou se a saída de fumos de uma lareira ou fogão estiver obstruída (por exemplo, pela neve) e o gás de escape não possa sair normalmente do espaço em causa.

O Primeiro Socorro para a vítima deste tipo de intoxicação passa por:

- Afastar a vítima da fonte da intoxicação ou esta da vítima
- Colocar a vítima em local bem ventilado, calmo e seguro
- Desapertar roupas apartadas
- Administrar oxigénio a alto débito
- Se consciente manter a vítima semi-deitada
- Se inconsciente coloque a vítima em posição lateral de segurança
- Não dê nada a comer ou beber à vítima
- Esteja preparado para a vítima vomitar
- Ligue 112 ou 808250143 (Centro de Informação Anti-Venenos - INEM) logo que detete a situação e solicite ajuda especializada

Não se exponha à fonte de toxicidade, pois pode fazer de si mais uma vítima! 


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domingo, 17 de novembro de 2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Jantar de Natal e Quermesse Solidária.



Jantar de Natal dia 30 de Novembro

Os Bombeiros de Foz Côa vão participar no sábado, dia 30 de Novembro, num jantar de Natal oferecido por Carlos Rebelo, empresário residente na cidade, proprietário do Talho “O Xixas”. O evento vai-se realizar no Quartel/Sede da Associação Humanitária.

Carlos Rebelo, desde o período conturbado e crítico da “época” de incêndios florestais que se tinha mostrado sensibilizado e perturbado com esta problemática, decidindo homenagear os Bombeiros - “Uma história de serviço prestado com dedicação há quase 80 anos e estão a prestar o melhor de cada um à comunidade que precisa dos vossos serviços, muito particularmente nesta altura em que cada um de vós tem sido incansável, quero oferecer um jantar, sendo essa a minha forma de vos prestar uma homenagem”, referiu Carlos Rebelo.

O Presidente da Direção, António Lourenço, bem como o Comandante do Corpo de Bombeiros, Ildefonso Costa, agradeceram o gesto e destacaram a importância dessa homenagem aos Bombeiros - “Não é habitual haver gestos de solidariedade e boa vontade para com quem os pratica anualmente, mas este jantar também é uma das formas de desenvolver e fomentar solidariedade, incutindo ainda mais esse gesto no seio do grupo que por si só já o è de natureza”, afirmaram. “Através de gestos desta natureza, esses “Irmãos” conseguem transformar vidas”, reforçaram.

Conheça os Bombeiros e Ajude-os numa Angariação de Fundos

Um grupo de senhoras da Cidade de Foz Côa propôs-se organizar uma “Quermesse” com a totalidade dos fundos a reverter para os Bombeiros de Foz Côa, destinadas a auxiliar os Órgãos Sociais da Associação Humanitária a adquirir uma nova Ambulância de Transporte de Doentes. 
 
Esta angariação de fundos tem início no próximo dia 30 de Novembro, nas instalações da Associação Humanitária de Bombeiros e funciona diariamente até ao dia 22 de Dezembro das 10 às 12 horas e das 15 às 17 horas. Podem ser adquiridas diversas lembranças e utilidades a preços consideráveis. 

A par desta situação, os operacionais estão interessados e disponíveis em realizar visitas guiadas às instalações e viaturas deste Corpo de Bombeiros a quem assim deseje, nos dias e horários da “Quermesse”, devendo para isso manifestar o interesse junto dos responsáveis do evento. 

Ainda em contexto participativo e solidário, qualquer cidadão pode participar e colaborar, devendo para isso dirigir-se ao Quartel dos Bombeiros.
Ajude quem ajuda.
Obrigado.    
 
Bombeiros de Foz Côa - Tel. 279 768 100; email - bombeirosdefozcoa@hotmail.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Opinião: "Numa Palavra: Lamentável!"

"Aprovada pela Portaria nº 980-A/2006, de 12 de Junho, a medalha de mérito de proteção e socorro é concedida para distinguir as pessoas, singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, que se destacam pelas suas atuações na área da proteção e socorro, a nível preventivo e operacional, protegendo e defendendo pessoas e bens em caso de acidente grave ou catástrofe, mediante a realização de atos singulares ou coletivos."
(mensagem da ANPC)

O que me apetece dizer é tão calão que parecia mal num site que é mais visitado por civis num mês que o site da Autoridade num ano. Em respeito a esses mesmos cidadãos, hoje vou "engolir em seco", conter-me dentro do que me é possível.

Que isto das Medalhas é muitas vezes uma fantochada já todos nós sabemos, todos os anos o teatro se repete. Lá começam os fantoches e as marionetas a fazer a dança do engate.

De uma forma muito geral estas medalhas nada mais servem do que para justificar subidas na carreira e criação de currículo para outros vôos, fruto do esforço e do suor dos seus subordinados a quem estas medalhas e fantochadas nunca chegam, falando de uma forma geral não desfazendo de forma alguma do mérito de cada um dos premiados nesta situação.

Como diria Airton Senna da Silva: "Eu sou parte de uma equipa. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!"
Ninguém dá uma medalha de mérito só porque se fez o que lhe é pedido, para o qual é pago e não faz mais do que a obrigação de qualquer outro profissional isto é: "elevado sentido de responsabilidade e competência".

Sendo Grau prata quem pode pedir a concessão é o Ministro da Administração Interna, por sua iniciativa ou por proposta fundamentada do presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, com base em processo onde se demonstre preencher o agraciado os requisitos para a concessão da medalha, tal como diz a portaria.

No sector privado, quem não apresenta "elevado sentido de responsabilidade e competência" normalmente acaba despedido. Quem se destaca com essas funções de "elevado sentido de responsabilidade e competência" normalmente é premiado com mais trabalho e muito raramente com mais remuneração.

Mais uma vez os Bombeiros, desde os mais altos cargos até aquele Bombeiro que passou mais de metade do seu ano em prol da população de forma gratuita não contemplam estas atribuições.

O Comandante Guilherme Luís das Neves Isidro, foi reconhecido enquanto elemento da FEB, porque se tivesse feito o mesmo excelente trabalho de forma voluntária pelo seu corpo de Bombeiros poucos se importariam nos mesmos parâmetros. Obrigado a ele em particular por fazer aparecer uma farda a dizer "Bombeiros" nesta cerimónia.

Ora numa nota deixada pela ANPC no Facebook em que, cito, a "medalha de mérito de proteção e socorro é concedida para distinguir as pessoas, singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, que se destacam pelas suas atuações na área da proteção e socorro, a nível preventivo e operacional, protegendo e defendendo pessoas e bens em caso de acidente grave ou catástrofe, mediante a realização de atos singulares ou coletivos" pergunto eu, foram só estes senhores que cumpriram a sua missão com "elevado sentido de responsabilidade e competência"?

Continuem nesse conto de fadas, em que entregam medalhas uns aos outros enquanto o pobre Bombeiro sustenta o Show-off com a própria vida, com os pés queimados, em dificuldades, com seguros miseráveis, com fardas de jardinar, fazendo de forma voluntária o trabalho com "elevado sentido de responsabilidade e competência", para que para o ano que vêm haja mais meia dúzia de medalhas para dar.

Sublinho, que não está em causa as pessoas que as receberam, está em causa sim a falta das pessoas que em iguais circunstâncias deveriam ser distinguidas.

Numa palavra: Lamentável!

Ricardo Correia
ricardo@bps.com.pt

Para quem não sabe quando e como se atribui a medalha fica aqui o extracto da portaria 980-A/2006 para que possam fazer o vosso juízo:

Regulamento de concessão da medalha de mérito
de protecção e socorro
Artigo 1.o
Medalha de mérito de protecção e socorro
1 — A medalha de mérito de protecção e socorro, adiante designada simplesmente por medalha, é concedida para distinguir as pessoas, singulares ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, que se destacam pelas suas actuações na área da protecção e socorro, a nível preventivo e operacional, protegendo e defendendo pessoas e bens em caso de acidente grave, catástrofe ou calamidade, mediante a realização de actos singulares ou colectivos que:
a) Impliquem risco notório, solidariedade excepcional;
b) Impliquem colaboração com as autoridades competentes na direcção e coordenação dos recursos;
c) Impliquem cooperação altruísta com as autoridades em acções de finalidade económico-social, técnico-pedagógica ou de investigação.
2 — No caso de pessoa colectiva a medalha pode distinguir veneranda e exemplar existência da instituição, ao serviço da protecção e socorro das populações.
Mais Informações: Portaria n.o 980-A/2006

Foram impostas medalhas de mérito de proteção e socorro, grau bronze, distintivo laranja aos seguintes:

- Ao Tenente Coronel Albino Fernando Quaresma Tavares, que se destacou nos diferentes cargos que desempenhou no Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, pondo à prova excecional capacidade de comando, invulgar zelo e excecional empenhamento no cumprimento dos seus deveres profissionais, com elevados padrões de qualidade nas missões de proteção e socorro;

- Ao Comandante Guilherme Luís das Neves Isidro pela dedicação de 27 anos ao serviço da proteção e socorro, nomeadamente no cargo de 2.º Comandante da Força Especial de Bombeiros (FEB), demonstrando vastos conhecimentos técnicos e operacionais, alto sentido de lealdade, disponibilidade e absoluta dedicação na execução das suas funções;

- Ao Capitão Vitor Hugo Machado Lima e ao Capitão Carlos Nuno da Maia Morgado, pertencentes à GNR, pelo elevado sentido de responsabilidade e competência com que sempre pautaram as funções atribuídas no quadro do GIPS, sentido de bem servir na proteção e defesa de pessoas e bens, com evidente tradução na melhoria da atividade de proteção e socorro.



- Ao Coronel da Força Aérea José Manuel Morais Codeço, que se destacou nas funções de 2.º Comandante Operacional Nacional, do Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), pautando a sua conduta com elevada dedicação, extremo zelo, competência, alto sentido do dever e responsabilidade na proteção e socorro dos seus concidadãos.





Bombeiros de Foz Côa - Tel. 279 768 100; email - bombeirosdefozcoa@hotmail.com

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Campanha “1 Euro Para os Bombeiros”



No passado mês de Setembro, uma campanha lançada nas redes sociais por desconhecidos, incentivava as pessoas a deslocar-se aos Quarteis dos Bombeiros e entregar voluntariosamente 1 euro em donativo, contribuindo dessa forma para minimizar as despesas de um Verão terrível e fatídico como o que se verificou. 

Em Vila Nova de Foz Côa não foi exceção e durante alguns dias os Fozcoenses realizaram “excursões” às instalações dos Soldados da Paz entregando algumas quantias, apuradas recentemente pela direção da Associação Humanitária, resultado vertido no Jornal “O Fozcoense” da segunda quinzena do mês de Setembro.   

Na “caixa” para o efeito colocada no Quartel foram depositados 173 euros e 72 cêntimos, juntando a essa quantia mais 80 euros de residentes da freguesia de Chãs, 44 euros e 40 cêntimos da freguesia de Muxagata e 39 euros e 20 cêntimos de locais da Cidade de Foz Côa. 

Da freguesia de Numão e pela mão da Sr.ª D. Ana Maria Ribeiro, um donativo pessoal no valor de 5 mil euros, num gesto de solidariedade e preocupação pelas dificuldades que os Bombeiros atravessam.
Ainda pela cidade e durante todo o verão, o espaço comercial “Intermarché” , vários produtos foram distribuídos durante todo o verão, tais como água para consumo dos operacionais, vales em Combustível e eletrodomésticos essenciais às áreas de lazer e descanso do Corpo Operacional .

Aos “beneméritos” conhecidos e às centenas de anónimos, o Corpo de Bombeiros, Comando e Direção vem por este meio, mais uma vez, agradecer todos os gestos de solidariedade e reconhecimento para com os Homens e Mulheres que diariamente vestem uma farda, independentemente do dia, da hora, do lugar ou da natureza da ocorrência, para socorrer quem precisa.  O Nosso muito OBRIGADO.    
 

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ENB: “A Escola vai Deixar de Ter Horário de Repartição Pública”

O presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), José Ferreira, foi membro do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Leiria, antigo presidente da direção e atual presidente da assembleia geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós. Foi ainda docente e autarca. Em entrevista ao “BP” traça novos rumos para a ENB, como defende, em sintonia com a LBP e a ANPC. Desde logo, defende que “a Escola vai deixar de ter horário de repartição pública”, ou seja, “para que possamos alargar o horário de funcionamento de domingo a domingo, se necessário ao sábado e domingo”. “A Escola serve para dar resposta ao bombeiro que aqui vem, principalmente, à noite e aos fins de semana”, precisa o presidente da ENB.

Bombeiros de Portugal (BP) – E incontornável começar com o tema da formação dos bombeiros em matéria de fogo florestal. Têm surgido muitas críticas relativamente a esta matéria. A realidade contraria as afirmações de que os bombeiros não têm formação?
José Ferreira (JF) – Sim. Os bombeiros têm a formação adequada para desempenhar todas as suas funções. Sobre isto, vale a pena lembrar que existem requisitos indispensáveis e obrigatórios para que seja possível progredir nessa mesma carreira: desde logo, formação inicial para que possa ser bombeiro. Já no momento em que o bombeiro pode desempenhar funções de outra responsabilidade, nomeadamente a tarefa de chefe de equipa ou de grupo de combate, ele tem de vir à Escola atualizar e aprofundar os conhecimentos. Mas há uma questão que eu gostaria de realçar. Formação é saber. Instrução é treinar. Não adianta saber muito se não se exercitar o saber e este binómio não pode ser negligenciado.
BP – É um recado para os corpos de bombeiros?
JF – Não é um recado para ninguém e entendam as minhas palavras como quiserem. Reafirmo que a formação que ministramos, nomeadamente quando assumem postos de chefia na área do combate, é a adequada mas se o saber não for exercitado não estará agilizado no momento de ser aplicado. Por tudo isto, teremos que, para além da formação, dedicarmos mais atenção à instrução. E porque é tarefa pedagógica da Escola, vamos elaborar um conjunto de fichas orientadoras sobre como deve ser ministrada a instrução, fichas que estarão disponíveis a todos os quadros de comando dos bombeiros portugueses.
BP – Insisto. Da realidade que a Escola conhece, há falta de instrução nos quartéis?
JF – Certamente que existem corpos de bombeiros onde a instrução é exemplar e outros onde é mais deficitária mas não vou entrar por aí. Sublinho apenas que o saber é diferente do fazer. Na minha opinião devemos refletir mais, e nomeadamente em matéria de fogos florestais. Talvez num futuro próximo, seja possível sentar à mesma mesa a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a ENB, a Liga, as associações e corpos de bombeiros e as autarquias para que essa mesma instrução possa ser planeada de forma atempada e organizada com o objetivo de prevenirmos as situações mais perigosas das florestas e, em simultâneo, podermos contribuir com formação em fogo real, nas épocas em que isto possa ser feito.
BP – Mas não admite que os corpos de bombeiros possam ver nessa medida uma intromissão naquela que é a gestão operacional de cada cb?
JF – Situações excecionais implicam medidas excecionais e é preciso corrigir alguma coisa. Não estou a dizer com isto que está tudo mal, que falta tudo, que nada é feito… essa é a política de quem não quer  contribuir para a discussão. Participar é, de forma fria, serena e com conhecimento, colocar no prato da balança tudo o que aconteceu e avaliar o que pode ser melhorado. Se concluímos que esta medida que envolve todos é melhor para o sucesso dos bombeiros, então há que avançar. A ideia é poder fazer prevenção nas zonas mais criticas na área de atuação de cada CB e poder contribuir para a formação de combate em cenário real. Na formação dos incêndios industriais, os bombeiros enfrentam cenário reais dentro dos contentores onde percebem como esse mesmo fogo se desenvolve. Nos incêndios florestais
não temos isso e julgo que esta formação deve ser o mais real possível.
BP – Temos visto pelas imagens das televisões combatentes e viaturas a meia encosta, a tentar travar frentes de fogo que se sabe não é possível travar. A pressão mediática, social e operacional exercida sobre estes homens leva-os de alguma forma a fazerem coisas que a própria formação desaconselha?
JF – Concordo quando diz que a própria formação desaconselha. Aqueles homens e mulheres estão claramente sujeitos a uma pressão enorme e nós temos consciência que no âmbito da formação que tem vindo a ser ministrada, esta componente do comportamento, da motivação e da liderança têm vindo a ser transmitida na área da formação que a Escola ministra. Agora, estamos há semanas com este tema na comunicação social, o dispositivo está desgastado, e naturalmente a situação de stresse tem tendência a aumentar.
BP – Começa a faltar lucidez?
JF – Admito que sim e por isso acho que é urgente sentarmo-nos à mesa para refletir sobre o que se está a passar e para que adotemos as medidas necessárias.
BP – Nos últimos dias tornou pública a intenção de criar um curso específico para a segurança na frente de fogo? Era residual o ensinamento nesta vertente? Qual a razão desta necessidade?
JF – Essa matéria já é ministrada nos cursos mas há que fazer ajustes. Como sabe está em revisão o Despacho 713 (documento enquadrador da formação) e o futuro texto aponta para algumas mudanças na metodologia a que estávamos habituados. Nesse diploma, introduzimos, em matéria de ações de aperfeiçoamento técnico, um novo módulo designado por “Segurança e Comportamento do Incêndio Florestal”. Não é o comportamento do bombeiro que está em causa, mas antes a necessidade de perceber como é que o fogo se está a comportar para que cada bombeiro possa atuar em segurança. A lógica desse novo módulo, que está a ser trabalhado por uma equipa específica para o efeito, deverá começar a ser ministrado para os quadros de comando, chefes de equipa e chefes de combate.
BP – A ANPC já pediu cursos para os novos elementos da estrutura que tomaram posse recentemente, sendo que alguns deles têm origem em área completamente diferentes?
JF – Os elementos da estrutura operacional da ANPC tem longos anos de experiência...
BP – A maioria tem, mas há exceções. Não acha que eles também deviam vir à Escola para atualizar conhecimentos?
JF – Diria isto. Tal como ainda hoje é exigido a um elemento, com determinadas características, que tenha de fazer o curso de quadros de comando para que possa ser comandante, talvez a frequência de um curso de quadros de comando dirigida a alguns elementos da estrutura da ANPC não fosse desajustada. Não digo mais.
BP – O trabalho dos bombeiros assenta muito em vários lemas: “Vida por viva”, “Podemos não voltar mas vamos”… Não haverá aqui também uma questão de cultura que carece de mudança?
JF – Infelizmente a história mostra-nos que não é a primeira vez que acontecem tragédias destas.
BP – Mas a história também existe para tirar lições e continuam a morrer bombeiros…
JF – Exatamente, e hoje as condições até são outras, bem melhores. Nesta problemática há que pensar que há um fator que eu domino – os recursos humanos e matérias. Há outro que não dominado mas que conheço-o razoavelmente, o péssimo estado da nossa floresta. Por último, há um fator, o pior de todos, que não domino e desconheço – as oscilações constantes dos fatores meteorológicos. Julgo que tudo isto deve ser levado em conta e devemos servirmo-nos de quem tem esses conhecimentos científicos para que possamos lidar melhor com esse grande ‘inimigo’.
BP – Mas não acha que os bombeiros deviam pensar duas vezes antes de enfrentar situações que se percebe podem por a vida deles em risco por meia dúzia de árvores?
JF – (sorrisos) Há uns dias disse isso mesmo a um colega seu e ele não aceitou bem. Mas eu repito. Mais metro quadrado, menos metro quadrado, há situações em que não se justiça o combate direto a não ser em situações limite que possam colocar vidas em risco.
BP – Enquanto dirigente da Liga foi sempre muito crítico relativamente à formação ministrada aos bombeiros. Ao tomar contacto direto com os diferentes dossiês mudou de alguma forma a sua opinião? Que Escola encontrou?
JF – Gostaria de realçar que a equipa que me antecedeu fez um bom trabalho em alguns aspetos. Encontrei uma casa que do ponto de vista administrativo e financeiro e ao nível dos recursos humanos, é uma casa bem gerida, mas ao nível da formação, que é a razão da sua existência, encontrei uma casa um pouco anárquica.
BP – Mas como isto não é uma repartição de finanças, pergunto-lhe se a Escola está a cumprir o seu objetivo?
JF – Cumpria com imensas insuficiências. Sempre defendi, e continuarei a defender, que só deve vir à Escola quem precisa mesmo de vir. A verdadeira formação tem de estar no local próprio, ou seja nos quartéis mas disso falaremos mais à frente. Encontrei um sistema informático que não dá as respostas que precisamos que, por exemplo, não cruza dados com o Recenseamento Nacional de Bombeiros. Este mesmo sistema não permitia que os comandantes distritais pudessem organizar as turmas, evitando burocracia e papelada. Encontrei um sistema de levantamento dos recursos humanos, manifestamente desatualizado. Algum caos burocrático instalado e sobre isto digo-lhe que temos dossiês técnico- pedagógicos que vêm de 2010. Temos mais de três mil processos por encerrar o que justifica as muitas queixas dos bombeiros que denunciam que não recebem os certificados. Temos 30 mil certificados por emitir o que é inconcebível. Tudo isto está a ser tratado e vai mudar.
BP – E sobre aquela que é a razão de existência desta casa, a formação?
JF – Tenho um conjunto de formadores bastante interessante, com excelentes profissionais. A nossa postura vai no sentido de pedir a colaboração com os melhores especialistas em determinadas áreas e por isso contratamos o homem que mais sabe de matérias perigosas no nosso país. Recrutei também recentemente um formador para a área de salvamento em grande ângulo, outro para a área dos incêndios industriais e urbanos, entre outros que vamos contratar.
BP – É uma Escola mais real?
JF – É e vou dar-lhe um exemplo. A Escola vai deixar de ter horário de repartição pública.Já entreguei, há cerca de um mês, na Autoridade para as Condições de Trabalho, um dossiê para que possamos alargar o horário de funcionamento desta casa. Esta casa vai trabalhar de domingo a domingo, se necessário ao sábado e domingo, e até depois das 22 horas para poder servir os seus clientes. A Escola serve para dar resposta, não ao funcionário que trabalha das 9h00 às 17h00, mas sim ao bombeiro que aqui vem, principalmente, à noite e aos fins de semana. Também já alteramos o regulamento de recrutamento de formadores para a ENB. Os formadores não são formadores da Escola, em primeiro lugar são formadores dos corpos de bombeiros e têm de dar formação gratuita ao seu corpo de bombeiros. Não aceito que deem formação fora do seu CB à revelia do comandante ou da Escola.
BP – Havia casos desses?
JF – Havia mas vão acabar porque quem continuar a fazer isso será suspenso da bolsa de formadores da Escola, ponto final parágrafo, nem há discussão. Também o Código Deontológico dos formadores foi alterado porque não basta ter direitos, também há deveres. Ou seja, há aqui todo um processo de mudança. Dou-lhe outro exemplo. Esta Escola estava organizada em três departamentos: assuntos financeiros, recursos humanos e formação. De acordo com o novo organigrama já aprovado, a Escola passará a ter três direções, sendo que o presidente coordena todas, obviamente. Os assuntos financeiros e recursos humanos ficam comigo. Foi criada uma Direção de Planeamento que tratará das turmas, horários, emissão de certificados, etc. Ou seja, mecânica de formação. Terceira, Direção Pedagógica que não existia e destina-se a ‘pensar bombeiros’: estruturação da formação, cursos, conteúdos, entre outras matérias. Pretendo ainda retomar o Conselho Técnico Pedagógico, que reuniu pela última vez em 2008. Precisamos de ter cidadãos de áreas e saberes diversos, os melhores, que possam ajudar a melhorar o que se faz aqui.
BP – Na tomada de posse, assumiu a elaboração de um Plano Estratégico até outubro. Como está a decorrer este trabalho. O que é mais premente na sua opinião?
JF – Tal como anunciei no discurso de posse, já foi apresentada uma Carta de Missão aos nossos parceiros (ANPC e LBP), na última reunião da Assembleia Geral. O Plano Estratégico que refere estará concluído até ao final do ano. Não poderá ser em outubro porque a situação que encontrei é mais complexa do que imaginava quando assumi funções. De referir também que este Plano Estratégico só poderá vingar se for republicado o mais rápido possível o Despacho 713 (documento enquadrador da formação de bombeiros) com as alterações que se pretendem. Dou-lhe um exemplo, a formação de um elemento do quadro de comando, que não venha de carreira. Ele tem de ter a formação inicial, básica, para poder assumir o mínimo de responsabilidades dentro da sua área de atuação, e todos têm de estar preparados para isso. O que nós pretendemos é que qualquer preponente a quadro de comando seja obrigado a partir da estaca zero, através de ações de aperfeiçoamento técnico as quais lhe permitam ter conhecimentos para desempenhar funções de maior responsabilidade.
BP – Há aqui uma revolução?
JF – E é precisa. Até aqui os comandantes comunicavam até 30 de outubro aos CODIS as suas  necessidades de formação. Os CODIS comunicavam á Direção Nacional de Bombeiros a qual comunicava depois à Escola que via como podia responder. Depois o circuito era retomado em sentido inverso. Ou seja, quando todo este processo chegava ao fim já a Escola tinha aprovado o seu orçamento e plano de atividades. Com tudo isto, começávamos a trabalhar num plano de atividades sem ter resposta financeira e organizacional correspondente. Isto vai ter de ser alterado e quando os processos chegarem à Escola têm de estar previamente validados e filtrados para que se travem alguns excessos dos que têm ‘mais olhos que barriga’. Outra questão, a plataforma de inscrições deixará de estar constantemente aberta, pois haverá períodos certos para essas inscrições. Espero que a partir de janeiro tudo comece a funcionar em moldes completamente diferentes.
BP – Falou também na necessidade de descentralização máxima da formação, uma realidade que já acontece segundo os seus antecessores. O que está ser praticado é insuficiente?
JF – Antes de mais digo-lhe que na minha opinião a estrutura que mais e melhor foi assumida pelo subconsciente dos bombeiros portugueses foi a da divisão das zonas operacionais. A minha ideia é retomar essa mesma estrutura para efeitos de formação, designando-a por zonas formativas pois ninguém me impede de o fazer. E com base nesta geografia, o meu objetivo é o de que cada zona formativa tenha pelo menos em cada área um formador por cada 150 homens. Se esses formadores estiverem nos corpos de bombeiros, melhor.
BP – É um dado adquirido que há excessos em alguns lados e défices noutros. Como se compensa isto?
JF – Muito simples. Vamos abrir um recrutamento de formadores para diversas áreas em função do levantamento que foi entretanto feito e das necessidades detetadas. Reforço o objetivo, um formador por cada 150 homens. Depois, há obviamente momentos em que é conveniente e necessário vir à Escola, seja a Sintra, a Lousã ou São João da Madeira.
BP – Está preocupado com as fontes de financiamento. A Escola é viável financeiramente ao dia de
hoje?
JF – Esta casa não existe para dar lucro e o apelo que faço ao dia de hoje é que não nos retirem orçamento, um pedido que aliás já fiz ao ministro da Administração Interna. No que concerne à formação o POPH (programa comunitário) tem sido um excelente auxiliar e os recursos que advêm da nossa gestão são também importantes. Esta Escola dinamiza uma área, que é um excelente contributo financeiro, a formação de empresas e agentes de proteção civil. Até julho, faturamos mais de 340 mil euros em formação a empresas. Esta verba, que será reinvestida cá dentro, é realizada com formadores que nada têm a ver com a formação que é ministrada aos bombeiros. Que fique bem claro que os bombeiros não são prejudicados em nada com esta nossa função exterior. Dos 19 milhões de euros que constituem o orçamento anual da Escola, cerca de 12 milhões servem para pagar a parceria que temos com a ANPC relativamente às denominadas unidades orgânicas, nomeadamente a FEB, operadores e Gabinete Técnico-Operacional. Em termos práticos, ficamos com seis a sete milhões. Tudo isto para lhe dizer que do ponto de vista financeiro, a casa está estabilizada.
BP – E a apresentação de projetos ao POVT para melhoramentos das infraestruturas? Conseguiu que a tutela lhe abrisse essa porta?
JF – Sim, posso dizer-lhe que estão já programados melhoramento no polo da Lousã e em São João da Madeira. Já quanto à sede, a situação é mais complicada pois este edifício é muito interessante mas requer muita manutenção. A isto temos de associar ainda a construção do tão falado campo de treinos. O projeto que existia foi por nós questionado por entendermos que a sua dimensão para a realidade portuguesa não era de alguma forma razoável, era excessivo a nosso ver e por isso e resolvemos por isso reavaliar o projeto. No total precisamos de um milhão de euros e vamos ver como é possível já que o atual quadro comunitário está a chegar ao fim e aguardamos a abertura de um novo quadro de apoio.
BP – O MAI garante que está a tratar da situação laboral dos elementos da ANPC que estão vinculados à ENB. Quando tomou posse assumiu que este seria um dos seus temas de rutura. Qual é o prazo que dá?
JF – Se dependesse de mim terminaria hoje. Como sabe na Lei Orgânica da ANPC consta um artigo que permite encontrar uma solução própria para a FEB. Mas, relativamente Às outras duas áreas a situação é bem mais complicada. Inicialmente estava previsto que a escola pudesse fazer a migração legal desses elementos para as estruturas da ANPC mas, como também sabe, terá havido problemas com o Ministério das Finanças o que faz com que tenha ficado tudo na mesma. Teremos que pensar bem nesta questão e por exemplo perceber como podermos rentabilizar melhor estas estruturas. Em jeito de conclusão, digo-lhe que enquanto for presidente desta casa a Escola servirá o objetivo único para o qual foi criada, a formação até porque esta casa tem dois sócios perante os quais teremos de responder num trabalho conjunto.
BP – Há uma opinião recorrente, a de que a Escola tem funcionários a mais. É verdade?
JF – Perante o caos informático que encontrei, garanto-lhe que a Escola não tem funcionários a mais. Posso dizer-lhe que, enquanto a situação informática não estiver resolvida, porque vai demorar algum tempo, tenho aqui sete funcionários que contratei através do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Esta é a única forma de limpar três anos de atraso. A isto, junta-se o trabalho administrativo que a Escola tem com os cerca de 600 funcionários da ANP e os 79 funcionários da Escola, sendo que todo este trabalho é  assegurado por apenas três pessoas. Por outro lado, há áreas como a dos formadores onde é preciso investir e recrutar pessoas, um processo que aliás já começou na lógica da descentralização.
BP – A Escola vai entrar em processo de Certificação de Qualidade. Como é que isto está a ser feito?
JF – Como não se pode fazer tudo ao mesmo, a partir de outubro iniciaremos a certificação de qualidade do departamento de formação e para recrutámos um técnico para nos ajudar a perceber onde podemos melhorar e o que precisamos de fazer para corrigir eventuais erros. Já agora gostaria de lhe dizer que todas as pessoas que temos contratado são pessoas ligadas aos bombeiros.
BP – Qual o ponto de situação da auditoria das finanças à ENB?
JF – Sei que auditoria está em curso e mais do que isto não sei.
Entrevista: Patrícia Cerdeira
Fotos: Marques Valentim
Fonte: Jornal Bombeiros de Portugal Setembro


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